sempre gostei de meias coloridas, de cheiro de capim molhado, de estalar os dedos,amo saias e odeio cintos. trago um amor e carrego uma grande dor...assim meio cuca, meio emilia, mas definitivamente reinando como a narizinho.

8/31/2005

a Narizinho já noivou

Pois é, dessa vez não tem mais choro nem vela: noivei. Então, lembrei da música que diz: “não vale o compromisso, vale mais o coração” (legião Urbana). É lógico que um compromisso por si só, não vale, mas diga o que disser eu ainda sou uma mulher a moda antiga. Não dessas que fica em casa esperando o seu homem voltar para ser provida e nada mais: nada de amigos, nada de desejos, nada de sonhos, nada de carreira, nada de vida própria. Mas sim, eu quero casar! E quero fazer da maneira mais antiquada: com padre, igreja, véu e grinalda. Quero sim uma noite só para nós, em que eu possa acreditar que todos os santos e anjos existem e que estão lá para nos abençoar. Quero poder olhar para as pessoas em minha volta e ver nos olhos delas que nessa noite a única coisa que importa é o amor. Sim, porque para mim, todos esses ritos de passagem têm só uma função: celebrar um amor. Um amor que se sustente, nada de “e viveram felizes para sempre”. Um amor que seja companheirismo, cumplicidade, afeto, ternura e até mesmo preocupação. Que seja desses que faz você rever seus conceitos e abrir mão de certas coisas, não porque alguém te pede, mas porque o alguém que te pede vale a pena, porque os seus objetivos de construirem uma vida juntos seja maior do que construir simplesmente duas vidas que se passam juntas.

8/23/2005

dias de hoje em dia

Ando mesmo sem paciência! Sem paciência de escrever, de pensar. Sem paciência com a falta de inteligência alheia, com todas as coisa por fazer, com o comodismo dos desesperados, com a chuva que teima em não se decidir se caí ou se vai.
Ando mesmo esgotada de sorrisos frouxos em lábios verde-musgo. Ando mesmo é entediada: de vidas vazias com trejeitos tristonhos, de suspiros cuspidos como bofetões na face de quem queira ouvir, de egoísmos aos quais somente os outros têm direito.
É, ando mesmo sem paciência!

8/10/2005

então...

é impressionante como a espera pode ter um gosto acre-doce, como para se viver é preciso estar grato. é impressionante como os males que nos atingem, podem ser nossa redenção. como é dificil entender isso e praticar.
let´s go get lost!

8/05/2005

tristeza não tem fim, felicidade sim.

lagrimas grossas que brotam na ires, rolam pelo rosto, devastando maquiagens, caem do queixo mais marrons do que cristalinas. lagrimas que saltam como gotas de chuva em época de seca. lagrimas que mais do que a alma, lavam o coração.

8/01/2005

tipo assim..

Escolhas. Palavrinha mais complicada essa. Meu avô já dizia que as pessoas têm direito de serem responsáveis, no mínimo pela sua infelicidade. O fato é que ninguém quer ser responsável pela sua infelicidade. Ninguém quer carregar o ônus de suas escolhas. É mais fácil culpar/responsabilizar alguém. É mais rápido, prático e bem menos dolorido. Sem falar na angustia e na impotência que causam as escolhas mal feitas. Essa coisa de passar o dia com a mão suada, esperando que alguma bomba despenque na sua cabeça. O olhar perdido de um caminho torto desenhado por alguém que um dia foi. Então você olha pra trás e fica imaginando, se perguntando como mesmo chegou nesse lugar, em que momento você perdeu o prumo, sem conseguir nem ao menos ligar quem é e quem foi?